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Porto do lado de Maceió Porto do lado de Coqueiro Seco Altar de Nossa Senhora dos Remédios Acesso à igreja de Nossa Senhora dos Remédios Pesca do sururu, molusco popular em Alagoas
Siri - crustáceo facilmente achado na lagoa O prefeito da cidade Tadeu Fragoso (PTB)
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Coqueiro Seco tem na Lagoa Mundaú com área de 23 km² e 4 km de extensão, em linha reta, até Maceió seu maior acidente geográfico e sua principal atração turística. As histórias de pescadores contadas pelos antigos também são atração à parte. Destaque também para a tradicional festa da padroeira, realizada no mês de janeiro (31 de janeiro ou no último domingo deste mês) e os grupos folclóricos. O setor primário da economia encontra-se apoiado na monocultura da cana-de-açúcar e ocupa quase toda área rural do município. A agricultura é basicamente de subsistência, cuja sua participação na produção, área colhida e economia não é considerada representativa no contexto do estado. A pecuária se sobressai em relação à agricultura, mas sem muito impacto na Região Metropolitana de Maceió. Nas margens da lagoa há a piscicultura e a extração do sururu; além de, em algumas áreas isoladas dos tabuleiros e das encostas, destacar-se o coqueiral, produzindo para a indústria alimentícia, e algumas culturas de pomar como o cajueiro, a mangueira e a jaqueira, doravante denominadas de frutíferas, para consumo local. Nas proximidades do povoado Cadóz encontra-se o Pólo Cloroquímico de Marechal Deodoro com suas indústrias de refino de polietileno, bem como a proximidade de Maceió são dois atrativos para a mão-de-obra local. O acesso ao município se dá pela estrada AL-101 (Sul) e BR 316 e por uma embarcação lacustre conhecida de forma carinhosa pela população como lancha, que faz a travessia do porto da cidade até o porto do bairro da Levada em Maceió.
Suas atividades turísticas vêm se desenvolvendo a cada ano, já podendo ser encontrado em roteiros turísticos o admirável passeio de lancha ou de canoa pela Lagoa Mundaú e pelos canais de acesso a Lagoa Manguaba e o Pontal da Barra, local de encontro entre as lagoas e o mar. Além de todo o atrativo natural, a cidade conta também com uma grande festa, da Padroeira Nossa Senhora Mãe dos Homens, realizada todos os anos no mês de Janeiro, do tradicional encontro futebolístico entre os times do Z-3 e Volta Redonda, entre esses e alguns times da capital como o CSA, CRB e Corinthians Alagoano nas tardes de domingos; sem esquecer sobretudo da população hospitaleira, que está sempre pronta a receber seus visitantes de braços abertos e os fazerem sentir-se em casa.
Igreja de Nossa Senhora Mãe dos Homens A igreja de Coqueiro Seco, sob a invocação de Nossa Senhora Mãe dos Homens, foi fundada pelo Pe. Bernardo José Cabral (†1814), com licença do bispo de Pernambuco D. Diogo de Jesus Jardim (2 de setembro de 1790). Em 2 de março de 1791 obteve o pároco da então freguesia autorização para benzê-la e nela celebrar missas. Em 21 de julho desse ano, deu-se a concessão de 40 dias de indulgência a todas as pessoas que, em presença da imagem da santa, rezassem uma Salve-Rainha; e assim foram iniciados os trabalhos clericais.
Em 4 de setembro de 1805, o Núncio Apostólico, em Lisboa, concedeu cem dias de indulgência para quem rezasse na capela e outros cem dias para quem rezasse sob a imagem de Bom Jesus dos Remédios um Padre Nosso, uma Ave Maria e um Gloria Patri pelo Papa, pela exaltação da Igreja e pelo bem espiritual e temporal da Rainha D. Maria I e do Príncipe Regente D. João. A capela, filial da freguesia de Santa Luzia do Norte, ficou conhecida pelas suas imagens, sobretudo pelo presépio da Divina Pastora. O fundador da igreja soube incentivar a formação de um grupo de diaconisas sujeitas a votos de pureza; mesmo após a extinção da instituição, essas religiosas levaram à frente a tarefa de manutenção do decoro do culto e promoção de brilhantes festividades. Há relatos históricos da passagem do Imperador D. Pedro II entre o final de 1859 e início de 1860, na sua viagem pelas províncias do nordeste, por Maceió e comunidades circunvizinhas. Dentre os locais visitados por D. Pedro II está a freguesia de Coqueiro Seco e a sua igreja de belos azulejos portugueses e objetos de Relíquia Sacra. O N° 5 da Revista do Instituto Archeologico e Geographico Alagoano (1874) publicou artigo de Nicodemos de Souza Moreira Jobim (1869) sobre a igreja do Coqueiro Seco com notícia a respeito da música de sua principal festa: "Dentre as festas que religiosamente fazem as pessoas dedicadas ao culto sobresahe a da Pureza, especial padroeira das donzellas, cantada em côro por mais de vinte e por música propria. As pessoas que assistem a essa simples devoção trina na última dominga de junho jamais se esquecem dos effeitos que produzem nos corações dos fieis tão piedosos, quão maravilhosos cantos. Por essa veneração se conserva um cirio aceso em todos os actos divinos, posto em grande castiçal na cappela-mor sobre alcatifas." (pág. 112) A festa de Nossa Senhora Mãe dos Homens permanece ainda hoje sendo uma das mais significativas festas religiosas de Alagoas. Na procissão dessa festa atua hoje a banda de música da Sociedade Musical Professor Francisco de Carvalho Pedrosa e tem por ápice os tradicionais fogos pirotécnicos na lagoa e na fachada da igreja sob a forma de cascata reluzente.
Santuário de Nossa Senhora dos Remédios
A Igreja de Nossa Senhora dos Remédios é uma relíquia dos idos dos anos 1850, construída em plena Mata Atlântica , próximo às margens da Lagoa Mundaú e do riacho do Remédio, no povoado do Cadóz. Trata-se de uma Relíquia Sacra, uma obra ímpar que, pelo seu valor histórico, religioso, arquitetônico e, especialmente, pela grandiosidade da massa humana que cultua a fé há mais de cento e cinqüenta anos, não podia desaparecer e, para tentar reverter o quadro de que se encontrava praticamente destruída pela ação da intempérie, dos cupins e dos morcegos o Instituto Arnon de Mello coordenou a restauração integral da igreja em 2005. Toda a sua estrutura estava danificada, sem que houvesse a menor manifestação dos poderes públicos para evitar a extinção total daquela Igreja consagrada como Milagrosa. Restauração pelo Instituto Arnon de Mello Durante quatro meses de trabalhos intensos, marcando os dias com 12 (doze) horas úteis, Engenheiros, Arquitetos e dezenas de operários trabalharam cuidadosamente, especialmente no aproveitamento de toda a estrutura original. Dezenas de metros cúbicos de pedras decorativas instaladas. Feito um monumental muro de arrimo para proteger uma grande barreira lateral, bem como a construção de balaustrada decorativa com mais de 300 metros de extensão e escadaria de concreto com mais de 130 metros .
Os dois altares que ainda existiam se encontravam totalmente apodrecidos (um terceiro havia sido incendiado) foram desmontados, peça por peça, e levados para São Paulo, entregues ao renomado restaurador Roberto Mitsuchi que realizou um magnífico trabalho, devolvendo as peças (agora os três Altares originais), magnificamente restaurados. Os trabalhos que haviam iniciado no final do mês de março de 2005 foram totalmente concluídos no mês de julho, daquele ano, quando novamente foi inaugurada aquela Igreja, agora, um verdadeiro Santuário, objeto de admiração de todos que ali vão visitar. Somente conhecendo, in loco, aquela obra magnífica poder-se-á avaliar o valor dos trabalhos coordenados pelo Instituto. Relativamente a esta Obra, o Instituto Arnon de Mello publicou um livro mostrando todo o trabalho realizado, a partir de como se encontrava o Templo anteriormente. É um verdadeiro documentário fotográfico que se encontra arquivado em todos os Órgãos e Entidades que registram a História de Alagoas. Emoção e fé marcaram a inauguração das obras de reforma do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios prestigiada pela comunidade. Familiares de João Duda Calado, proprietário das terras onde fica a igrejinha, o ex-Presidente Fernando Collor, diretor do instituto, e diversas autoridades prestigiaram a celebração de uma missa pelo pároco da comunidade, padre João Carnaúba.
Sociedade Musical Professor Francisco de Carvalho Pedrosa A Sociedade Musical Professor Francisco de Carvalho Pedrosa é uma associação de mestres e professores destinada ao ensino de música fundada no séc. XX. Dentre diversas composições feitas nessa sociedade musical destacam-se o "Hino da Padroeira Nossa Senhora Mãe dos Homens", composição de um dos mestres dessa banda nos anos sessenta do séc. XX, Manoel Leandro Simplício; o frevo "Dois goles, uma queda" do músico militar Anízio da Silva Pinto, contra-mestre da banda local na década de setenta do séc. XX e outras peças populares como o bolero "Paixão de Homem" (autor desconhecido), entre outras. Grupos de Pastoril, Reisado, Chegança, Marujada, Guerreiros e Baianas de Coqueiro Seco O município está repleto de folguedos da cultura de Alagoas como o Pastoril, o Reisado, a Chegança, a Marujada e também a tradição do Guerreiro estão enraizados. Esses folguedos são apresentados nas mais diversas festas ao longo do ano. Em Coqueiro Seco destaca-se a dança das Baianas. Segundo historiadores, as Baianas vêm de uma variação rural do Maracatu de Pernambuco, no sul do Estado eram chamadas de Samba de Matuto ou Bahianal e têm influências de Pastoril, vide os cordões Azul e Encarnado, acontecendo no Ciclo Natalino, de 25 de Dezembro a 6 de janeiro. Sofrem influência do Coco, nas formas musicais e pelos temas cotidianos que são cantados. A alegria da Música das Baianas é extremamente contagiante, segundo alguns autores o ritmo é chamado Pancada Motor. Elas foram uma forte tradição Alagoana, mas hoje existem apenas poucos grupos no Estado.
O grupo folclórico Baianas de Coqueiro Seco ficou desativado de 1958 até 2003, mas a memória coletiva é uma arma poderosa e além do repertório tradicional já compõe músicas novas e está conseguindo trazer a participação de alguns jovens. Hoje as Baianas em Alagoas são formados por mulheres da Terceira Idade em sua maioria. Todas as pessoas do grupo além de brincarem a Baiana são também da Chegança Silva Jardim, grupo já registrado no município. Em 2008, o grupo lançou seu primeiro CD.
Travessia de barco entre Coqueiro Seco e Maceió
Rotina dos moradores de Coqueiro Seco que trabalham em Maceió, a lancha que atravessa a lagoa Mundaú oferece um belo passeio entre a pequena cidade e a capital na margem oposta. O ponto de partida é um pequeno porto situado numa pracinha na orla da lagoa onde a partir das 5:00h da manhã começa a maratona diária da lancha Sara, que leva e traz o pessoal até às 18:30h. Todos os dias o barco parte lento navegando entre as canoas de pescadores e as caiçaras. O piloto conduz a embarcação com muita destreza e sem muita preocupação com o tráfego. Aos poucos a paisagem simples da cidade vai ficando para trás, dando lugar ao verde das matas existentes nas margens e à água turva da lagoa. O som constante do motor e o suave deslizar da madeira sobre a água fazem o passageiro se tranqüilizar e curtir a paisagem. No trajeto é possível ver diversos pescadores em seu ofício, bem como poder ver as cidades de Coqueiro Seco e de Maceió de ângulos diferentes.
A viagem de cerca de meia hora termina num pequeno porto que fica na orla do Dique Estrada, em Maceió. Hoje, o barco é de propriedade de cinco sócios, sendo um deles Iran José da Silva Rocha, 41 anos de idade, que está há quase quatro anos no trabalho e que gosta muito por não haver monotonia.
Horários do barco
Partindo de Coqueiro Seco: 5h / 6:10h / 7:40h / 9:15h / 11:30h / 15:20h / 17:50h* Domingos e feriados a alteração é apenas nos horários da tarde: 15:30h / 17:30h Partindo de Maceió: 5:30h / 6:45h / 8:10h / 10:10h / 12h / 16h / 18:30h* Domingos e feriados a alteração é apenas nos horários da tarde: 16h / 18h * De segunda a sábado
Pescador durante o trajeto da lancha
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Porto do lado de Coqueiro Seco Porto do lado de Coqueiro Seco
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