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Sandro
Alberto
O
Roberto Carlos alagoano
A relação de fã e ídolos tem
várias formas, desde a admiração simples até a
mais perfeita sintonia por parte do fã para com seu ídolo.
Não é difícil pessoas se espelharem em artistas
ou personalidades para definirem sua maneira de vestir e de se comportar,
e até mesmo saber de detalhes da vida do ídolo que as pessoas “comuns” não
conhecem. Um desses ídolos é o “Rei” Roberto
Carlos que há quatro décadas vem conquistando fãs
e admiradores.
Sandro Alberto é um desses admiradores de Roberto Carlos, que
com atuais 48 anos de idade, desde os 14 é fã do “Rei”!.
Sempre ouviu Roberto Carlos. Para Sandro ele se identifica muito com
RC.
Sandro começou a se apresentar profissionalmente como cover em
1993 num evento ocorrido no antigo espaço de artesanato Cheiro
da Terra. Desde então tem se dedicado em se aperfeiçoar
na arte de imitá-lo. “Fui a vários shows do RC para
filmar ou só mesmo para ver os trejeitos e forma de se expressar
dele. Muita gente me pede até autógrafo, mas eu assino “Sandro
Alberto – Roberto Carlos Cover Alagoano”, porque RC só um,
mesmo”.
 Roberto
Carlos vem se adequando à onda musical do momento sem perder
público com isso. São praticamente quatro gerações
de fãs de RC. Você acompanha as “modas” de
RC?
Claro. Ao vivo ou por DVD estou sempre acompanhando as mudanças.
Gosto de fazer o Roberto. É uma terapia para mim imitá-lo.
Eu, como outros fãs dele sentimos os momentos por que ele passou,
com a morte de Maria Rita. O show em que ele voltou aos palcos após
isso, lá no Recife, no “Geraldão” foi inesquecível
pela emoção que ele transmitiu.
Qual foi o seu melhor momento como cover dele?
Num show que a Pinga Produções, de Recife, realizou aqui
em Maceió, no Ginásio do Sesi. Foi quando pude encontrar
com RC e entregar um book de minhas apresentações. Foi
muito emocionante. Eu fui sem estar caracterizado, mas pude mostrar o
meu carinho por ele.
Sandro tenta ao máximo copiar as manias de RC, como o microfone
e
pedestal brancos, além da entrega de botões de rosa,
no fim dos show:
“ Passei um ano ensaiando no espelho. Num lado
estava uma TV
com imagens dele e no outro lado um espelho para eu me
testar.
No palco, eu me sinto como sendo ele. O Sandro fica na camarim
e o RC
é quem sobe ao palco. Me sinto plenamente seguro no palco”,
explica.
Você faz suas apresentações usando o play back (música
gravada). Você nunca pensou em cantar de verdade as músicas
dele?
Não, porque eu acho que Deus dá cada um, um talento. O
de Roberto Carlos é único. Ninguém canta ou cantará como
ele, por isso, eu nunca quis isso. Até porque o meu show teatral é tão
próximo da realidade, que muitas vezes as pessoas acham que eu
estou cantando de verdade. A voz dele é única. O meu talento é dublá-lo.
Sua admiração teve alguma influência externa
como de seus pais?
Não, minha mãe também é fã, mas nada
que pudesse me influenciar. Gosto dele por mim, mesmo.
Dos encontros de RC com personalidades, qual lhe emocionou mais?
Quando ele cantou para o Papa João Paulo.
E
como foi o seu encontro com sua atual mulher, que também
se chama Maria Rita?
Foi há dois anos. Eu a vi trabalhando em seu restaurante self-service
e entrei, pedi
um refrigerante só para puxar conversa. Por coincidência
o toque do celular dela era
uma música do RC: “Como é grande
o meu amor por você”. Além do fato de seu
nome ser
Maria Rita, que era o nome da última esposa de Roberto. Enrolei
e de
repente deu a hora de fechar e ela praticamente, com educação,
me expulsou de lá,
dizendo que já estava na hora de fechar.
Eu me desculpei e saí, mas não sem antes
de beijá-la.
De lá pra cá minha vida mudou. Comecei a ir mais no restaurante,
e a
conhecê-la e a sua família. Ela já era fã do
RC. Parece que foi uma coisa do destino.
Qual
o perfil do evento em que você se apresenta?
Ah, pra todo tipo de evento. Confraternizações, festas
familiares, de instituições, gincanas etc... Tem shows,
que após minha apresentação muitas pessoas vieram
me parabenizar, pois como fãs de RC, perceberam que eu tinha o
cuidado de copiar cada gestual dele: a forma de entrar e sair do palco,
de agradecer à platéia, e até de entregar os botões
de rosa, que é uma marca dele. Tenho esse cuidado, pois como fãs,
sei que esses detalhes não podem passar em branco. Apesar disso é muito
difícil, pois o empresariado não apóia tanto a cultura
aqui no estado.
Qual
foi a situação mais interessante nesse
tempo de cover de RC?
Uma vez, em 1997, num evento no Cheiro da Terra, ia ser entregue um prêmio
a algumas personalidades. Estavam lá vários políticos
etc... De repente começou um movimento estranho por causa de uma
limusine que havia chegado sob escolta e toda pompa. O evento parou.
O trânsito parou. Todo mundo ficou esperando para ver quem era.
E ao descer do carro, cheio de seguranças, as pessoas viram Roberto
Carlos, e só depois descobriram que era eu, um cover dele. Foi
muito legal.
Quais seus novos planos?
Recebi um convite para participar do programa “Tudo é Possível”.
Através de um alagoano, chamado Zezildo que se apresentou lá primeiro
que produz próteses e perucas e que hoje faz esse trabalho para
o mundo todo. Minha esposa viu o programa e enviou fotos minha para ele.
Ele gostou tanto e disse que me daria uma prótese (peruca) feita
de cabelo de verdade no palco do programa. Estou apenas esperando para
viajar. Ainda esse anop planeto montar um show e gravar um DVD, no Teatro
Deodoro, que é uma casa que sempre me recebeu bem
Contatos: (82) 8801-5652 / 8844-2290
Postado
em: 20/09/07
faleconosco@tudoalagoas.com.br
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