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Teatro
Deodoro participa de Encontro Nacional de
Teatros Monumentos
De 03 a 05 de agosto foi realizado o Encontro dos Teatros
Monumentos do Brasil realizado em Belém (PA) marcando a reinauguração
do Theatro da Paz
A
Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (DITEAL), através
de seu Diretor-Presidente, Juarez Gomes de Barros e de seu Diretor-Artístico,
Alexandre Holanda, participou do Encontro dos Teatros Monumentos do Brasil,
realizado em Belém (PA) entre os dias 03 e 05 de agosto.
O encontro, que não era realizado desde 2003, qunado aconteceu
em Natal (RN), teve como principal objetivo discutir questões
como mudanças administrativas e culturais pelas quais passaram
esses teatros históricos de todo o país. Roberto Caravaglia,
que falou sobre “Modernização do Teatro Alla Scalla” e “Música
Lírica no Mundo de Hoje”, recentemente participou de uma
modernização do Alla Scala, onde o desafio era não
alterar sua arquitetura histórica, um desafio de todos os teatros
que integram o projeto, que buscam um melhor funcionamento administrativo
interno, além da qualidade e modernização para o
público externo.
“Questionamos a pauta, pois achávamos que tínhamos que
discutir também as necessidades dos teatros monumentos do Brasil, e não
só as virtudes”, explica Gomes de Barros, que continua:
"O conceito de teatro monumento também foi discutido
no encontro. Dos 21 inscritos na Associação de Teatros,
mas o nosso Sete de Setembro, de Penedo, não está, bem
como o Teatro Apolo, de Recife, que dizem ser o primeiro teatro do Brasil.
Antigamente, o conceito se baseava num período histórico
de construção desses teatros, mas hoje alguns diretores
e presidentes desses mesmos teatros propuseram que se rediscutisse esse
critério, incluindo a importância e o papel do teatro na
comunidade. Um exemplo é o Teatro Castro Alves, de Salvador, que é um
teatro moderníssimo mas com muito mais história que outros
teatros mais antigos. O Teatro Nacional de Brasília é outro
exemplo.", finaliza.
Durante o encontro ficou proposto que a associação não
atue somente durante os encontros nacionais, como vem sendo feito, mas
que trabalhe junto com o poder público para acompanhar o desenvolvimento
desses teatros, já que um teatro monumento é gerido pelo
poder público e por isso tem uma função a mais do
que os outros, como a função social.
Como
estão os teatro monumentos atualmente em
sua maioria?
Juarez: Eles estão reformados e com suas direções
artísticas atuantes, recebendo pleno apoio dos Governos estaduais
e municipais, além da iniciativa privada. Eles estão muito
eufóricos com as realizações que vem fazendo Brasil
afora. Depois da reestruturação física, há agora
uma preocupação constante com a atividade artística
dos teatros como forma de estreitar suas relações com a
população. As ruas, praças e bairros próximos
aos teatros estão sendo recuperados e preservados.
Alexandre: O
que percebemos é que na história recente
dos teatros, não houve uma preocupação dos gestores
desses teatros com verbas para manutenção preventiva constante
desses teatros o que ocasionou que muitos deles passaram ou estão
passando por reformas de grande porte, como o que aconteceu com o Theatro
da Paz, de Belém, custou R$ 7 milhões de reais. Os que
estão em boas condições hoje, é porque passaram
por grandes reformas há seis ou sete anos. Sem essa preocupação
e esse comprometimento, principalmente do poder público, os teatros
monumentos correm o risco de passarem novamente por momentos de dificuldades
seríssimas.
Juarez: O
Teatro Deodoro está com uma equipe interessante que
se compromete com a instituição, mas que fica prejudicada
pelas dificuldades financeiras que enfrentamos.
Como
esses teatros conseguiram recursos para reformas e manutenção?
Foi através de leis de incentivo?
Juarez: Um pouco de tudo, mas em todos eles foi fundamental o apoio do
Governo Estadual.
Como está o Deodoro em comparação aos outros
participantes do Encontro?
Juarez: Estamos muito mal. Estamos sem o nosso Salão Nobre;
um foyer muito aquém do que precisamos, estamos tentando viabilizar
a informatização de nossa bilheteria, estamos com problemas
com cupins, enfim, estamos com problemas básicos. Somos o único
desses teatros que não está ou não foi restaurado
recentemente (há sete anos, aproximadamente) e mesmo assim nos
mantemos em atividade ...
Alexandre: Apesar de tudo isso, somos exemplo em nossa forma administrativa,
pois temos autonomia administrativa-financeira, enquanto outros teatros
não passam de uma extensão das secretarias de cultura.
Recebemos vários elogios por isso. Além de sermos altamente
atuantes e parceiros da produção cultural alagoana, como
o que acontece através de projetos como o Teatro Deodoro é o
Maior Barato que já trouxe ao teatro um público de mais
de 100 mil pessoas, em suas dez edições anteriores, e o
Quinta no Arena. Se pegarmos como exemplo o Teatro castro Alves, em Salvador,
que tem uma pauta no valor de R$ 6 mil reais, cobramos 10% disso, pois
nossa pauta para eventos culturais é de R$ 600,00, um valor que
só possibilita que possamos pagar nossos custos para abrirmos
a casa. O Teatro de Curitiba tem uma pauta de R$ 25 mil reais. Dependemos
de muitos fatores externos, como os recursos, para que possamos desenvolver
um trabalho o mais próximo daquilo do que se espera de nós.
Felizmente, estamos encontrando uma atenção muito grande,
por parte da Secretaria de Cultura, a quem somos diretamente ligados,
e do governo, pois temos certeza que, quando esses questionamentos chegaremos
ao Governo do Estado, receberemos o apoio que precisamos...
Juarez: Por isso, apresentarei um documento completo, ao Governador
mostrando a situação em que nos encontramos e as soluções
propostas por nós da DITEAL, tanto para a reforma quanto para
a manutenção do Teatro Deodoro, pois só nós
que trabalhamos aqui é que sabemos os problemas que enfrentamos.
Bráulio Leita tinha uma máxima que dizia: “Teatro
tem quem pode”, é isso aí. Quem é que pode?
O Governo Estadual.
O
Diretor-Presidente, Juarez Gomes de Barros propôs que Encontro
dos Teatros Monumentos de 2010, seja realizado em Maceió, como
parte das comemorações do centenário do “Deodoro”,
com a certeza de que estaremos com o nosso teatro devidamente recuperado
e incrementado.
Uma programação paralela Festival Internacional de Ópera
da Amazônia
O Festival Internacional de Ópera da Amazônia trouxe para
Belém, em programação paralela às apresentações
no Theatro da Paz, o Seminário dos Teatros Monumentos Brasileiros.
O evento, realizado pela Secretaria de Cultura do Pará (Secult),
aconteceu no início de agosto, no Hotel Sagres e reuniu nove diretores
de teatros monumentos, além de duas palestras de Roberto Caravaglia,
diretor do Teatro Alla Scala da cidade de Milão, uma das mais
importantes casas de ópera do mundo.
Para Rosi Mendes, diretora do Teatro Castro Alves, de
Salvador, a reunião é importante
para poder conhecer a experiência de outros diretores, as diferenças
culturais e acima de tudo, saber o que todos possuem em comum. “Queremos
trocar experiências e pensar juntos em soluções”,
ressalta.
Dione Colares, diretora do Theatro da Paz, explica ainda
que o seminário
proporcionou novas idéias e soluções, já que,
considerando o funcionamento de todos ser relativamente parecido, eles
passam por problemas e situações similares.
Postado
em: 27/08/07
faleconosco@tudoalagoas.com.br
MAIS
CULTURA

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Foto:
Keyler Simões
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Alexandre Holanda e
Juarez Gomes de Barros
Foto:
Keyler Simões
Juarez
Gomes de Barros
“Questionamos a pauta, pois achávamos que tínhamos
que
discutir também as necessidades dos teatros monumentos do Brasil, e não
só as virtudes”
Foto:
Keyler Simões
Alexandre
Holanda
"Sem
essa preocupação e esse comprometimento, principalmente
do poder público, os teatros monumentos correm o risco de passarem
novamente por momentos de dificuldades seríssimas"
Foto:
Keyler Simões
Juarez
Gomes de Barros
"...apresentarei
um documento completo, ao Governador mostrando a situação
em que nos encontramos e as soluções propostas por nós
da DITEAL, tanto para a reforma quanto para a manutenção
do Teatro Deodoro"
Foto:
Alexandre Holanda
Reunião com Edilson
Moura, Secretário de Cultura do pará e Dione Colares, Diretora-Presidente
do Theatro da Paz (PA)
Foto: Alexandre
Holanda
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B. de Paiva, Diretor do Teatro Nacional de Brasília
Foto:
Alexandre Holanda
Marisa Villela, Diretora-Presidente
do Teatro de Curitiba (PR) e Isabel Gurgel, Diretora Geral do Teatro José
Alencar (CE)
Foto:
Alexandre Holanda

Roberto Caravaglia, Diretor do Museu do Teatro Alla Scala, de Milão
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