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Marcius
Campelllo – o baterista incansável!
Chegar aos sessenta
anos de idade já não é um grande feito há muito
tempo, mas chegar a essa idade em plena forma, produzindo arte com
pleno vigor, é para poucos. Neste seleto grupo está,
aos 61 anos de idade o alagoano, natural de Maceió, Marcius
Campello, baterista que viajou o Brasil e o mundo, dedicando 47 anos
de sua vida a esse instrumento com quem tem uma relação
de extrema cumplicidade.
Depois de quase
30 anos fora de Alagoas, Marcius retornou em definitivo em 1990, pois
a saudade foi mais forte. Ao retornar, Marcius deparou-se com um cenário
musical bastante frutífero, com muitos talentos, mas com uma
cena dispersa. Marcius fala daquele momento com alegria: “Foi
quando fui apresentado aos meninos da banda Windows e me integrei.
Daí fizemos parte de uma leva importante de grupos locais como:
Living in the Shit, Avoid, 70Th Bligth e Stone Garden, que tinham as
suas músicas executadas nas rádios de Maceió,
como a Rádio Cidade e Maceió FM. Agradeço muito
a pessoas como Tadeu Brêda, Arla Coqueiro e Jairo de Andrade
pelos espaços que nos abriram. Foi uma época muito boa,
porque a melhor forma de fazer nossa música chegar ao público, é através
do rádio. Tínhamos um retorno imediato do que o público
achava da gente. Onde a gente tocava, o local enchia, porque o rádio
divulgava. No começo, o Eduardo Pompeu fazia só guitarra,
mas assumiu também o vocal com a saída do antigo vocalista,
JC. Nosso único pecado foi não termos lançado
um CD, pois já estava gravado, graças ao Paulo Bergo,
(baixista da Windows que tinha um estúdio)”. Mas
com o tempo, parece que o cansaço bateu nos músicos e
a banda se desfez, ressurgindo logo mais pelas mãos do próprio
Marcius. Campello é um
grande defensor da música bem tocada e faz a diferenciação
de músico e “tocador”, segundo ele: “O
tocador é aquele que não sabe criar, só reproduz
o que já existe. Ao contrário do músico, que tem
a capacidade de criação artística. Independente
da formação. Um músico como Chau do Pife, não
tem formação musical, mas é um músico de
primeira, porque cria, maravilhosamente”. Escreveu por quase
um ano para a revista Batera, de circulação nacional.
Está voltando a escrever este ano, para a revista, sobre a musicalidade
popular alagoana. Recentemente comandou um programa de rádio,
semanal, na Rádio Mar Azul (comunitária), que ia ao ar às
sextas-feiras e ele privilegiava a música alagoana, como o próprio
nome do programa sugeria: Alagoando.
faleconosco@tudoalagoas.com.br
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