TEATRO DEODORO É O MAIOR BARATO

Formando platéias e incentivando a arte alagoana

Um dos maiores e dos mais consolidados projetos culturais de Alagoas retorna em sua 11ª Edição. Conversamos com Alexandre Holanda, Diretor Artístico da DITEAL (Diretoria de Teatros de Alagoas) sobre esse projeto do Teatro Deodoro.

 

1. Qual a avaliação das edições anteriores do Teatro Deodoro é o Maior Barato?
A própria continuidade do projeto demonstra a sua aceitação, aos poucos algumas mudanças foram sendo incorporadas, buscando contemplar as mais diversas categorias artísticas.

2. Os objetivos têm sido alcançados?
Sim. Hoje em dia percebemos que além do público individual de cada atração, temos um público que prestigia as atrações de maneira geral, temos o público do projeto, que todas as terças vem ao Teatro Deodoro. Destacamos também a importância para o amadurecimento técnico de um espetáculo, a oportunidade de poder estar sendo apresentado num palco com as especificidades do Teatro Deodoro, o que sem dúvida acrescenta na jornada dos nossos artistas, que precisam se preocupar com iluminação, cenário, figurino. Além de toda parte ligada a área de produção.
A logística viabilizada pela instituição e parceiros através do projeto, para os artistas em suas apresentações, é certamente uma ação de democratização do palco do Teatro Deodoro, temos hoje na história do projeto mais de 130 de apresentações, muitas não teriam acontecido sem esse apoio.

3. Quantos espetáculos já foram apresentados e qual o público total?
Foram 130 apresentações, nas 10 edições já realizadas, com um público estimado aproximadamente em 80.000 (oitenta mil pessoas), um pouco maior.

4. Qual o público principal do projeto?
É um público bem abrangente, o valor do ingresso a R$ 2,00 (dois reais), viabiliza que segmentos que antes não tinham acesso a nossa casa de espetáculos, possam vir, recebemos uma grande demanda de estudantes, artistas, acontece de recebermos caravanas organizadas que vêm de outros municípios. Estamos sempre buscando juntos com os artistas maneiras de irmos conquistando novas platéias.

5. Quais mudanças para a edição 2007?
Estamos dando uma atenção maior para as questões técnicas, não haverão grandes mudanças, este primeiro semestre exigiu que toda equipe da DITEAL se unisse, tendo como foco principal a reestruturação física e técnica da casa, são questões importantes e que aos poucos vamos encontrando solução, mas realmente não são fáceis, estamos nos preparando para mudanças mais profundas para próxima edição, não queríamos deixar uma lacuna de um ano sem dar continuidade ao projeto, começamos a convidar os que fazem parte do cenário cultural local em busca de ampliarmos esta discussão, juntos vamos renovar as propostas e possibilidades dentro do projeto.

6. Quantas apresentações existirão e em quais áreas?
Trabalharemos com as categorias de artes cênicas, através do teatro e dança e também com a música popular e erudita, serão 20 apresentações, a curadoria do projeto será composta por uma equipe da instituição, tendo a frente o Diretor Presidente Juarez Gomes de Barros que tem se envolvido com todo o processo desta edição.

7. De onde vem a maior cobrança pelo projeto? Por parte da classe artística ou do público?
A cobrança é geral, para a classe artística é importante por não ser um projeto pontual, esta continuidade cria uma relação mais estreita do artista com seu público e com a própria instituição, eles começam a cobrar já no final de cada edição, e também existe a cobrança do público que tem acesso a produtos de qualidade a um preço extremamente acessível, é o programa ideal para as terças-feiras.

8. Qual a característica mais marcante num projeto como esse?
A democratização do palco e a conquista de um novo público. É a produção cultural local tendo espaço, e é o alagoano saindo de casa tendo como estímulo o acesso a esta produção, definitivamente é uma maneira de trabalhamos a nossa auto-estima enquanto alagoanos e valorizarmos nossos artistas.

9. De que segmento vem a maior demanda?
Existe uma pequena variação em cada edição, mas somos mais procurados pelos músicos, isso pode acabar sendo observado na programação final de cada edição, nosso intuito é distribuir igualmente a participação por categoria, mas geralmente não temos demanda que permita.

10. Quais as principais dificuldades em se realizar um projeto deste tipo?
A viabilização logística, a captação de recursos ainda é o maior entrave, apesar de parceiros fiéis, não é fácil entender porque projeto desta natureza não encontra um interesse maior por parte da iniciativa privada local.

11. Quais os prazos e datas desta edição 2007?
Para inscrição, estaremos disponíveis no período de 30 de maio a 20 de junho, das 08h00 às 14h00, na Direção Artística Cultural, no próprio Teatro Deodoro, o regulamento e ficha de inscrição também estão disponíveis no site da instituição: www.teatrodeodoro.al.gov.br, outras informações pelo telefone 3315.5665. O projeto tem início no dia 10 de julho e se estende até 20 de novembro.

12. Qual sua expectativa de público e de produções para essa edição?
A melhor possível, é sempre essa a expectativa no início de cada nova ação, vamos procurar a excelência artística dos participantes, buscando elaborar uma grade diversificada.

13. Para finalizar, qual será a marca desta nova gestão da DITEAL?
Compromisso com o que realmente significa administrar uma instituição que tem como foco a cultura, compromisso com os cuidados de manutenção que um prédio secular exige, compromisso com as condições técnicas da casa, compromisso com a qualidade a ser oferecida para nossos artistas, nosso público e nossa equipe de trabalho, esses anseios são respaldados pela cumplicidade e seriedade que encontramos no atual Diretor Presidente da Instituição o artista plástico, poeta e industrial Juarez Gomes de Barros.

Fotos: Keyler Simões
Postado em: 04/06/07 e atualizado em 25/06/07

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