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Esconde-esconde
É uma
brincadeira na qual enquanto uma pessoa fica com os olhos tapados contando
até certo número combinado com os participantes, enquanto
os demais se escondem.
O encarregado de localizar as crianças escondidas vence apenas
se encontrar todos os demais participantes antes de que algum retorne
para o ponto de partida. O primeiro dos que tiver se escondido a retornar
para o ponto de partida vence, fazendo com que aquele que os procurava
perca a partida.
Também pode ser jogada de outros modos, uma pessoa conta até certo
numero com os olhos fechados e as outras se escondem, as pessoas que
se esconderam tem que voltar ao lugar onde a primeira pessoa contou e "se
bater", o primero ou o ultimo (depende de quem está brincando)
a serem "batidos" pelo que contou devem ficar no lugar dele.
Telefone
sem fio
A brincadeira do telefone sem fio é uma tradicional brincadeira
popular que funciona assim: numa roda de muitas pessoas, quanto mais
pessoas mais engraçado ela fica, o primeiro inventa secretamente
uma palavra e fala - sem que ninguém mais ouça - nos ouvidos
do próximo (à direita ou à esquerda). Assim, o próximo
fala para o próximo e assim por diante até chegar ao último.
Quando a corrente chegar ao último esse deve falar o que ouviu
em voz alta. Geralmente o resultado é desastroso e engraçado,
a palavra se deforma ao passar de pessoa para pessoa e geralmente chega
totalmente diferente no destino. É possível competir dois
grupos para ver qual grupo chega com a palavra mais fielmente ao destino.
Costuma-se também fazer referência a essa brincadeira em
qualquer situação que possa haver falhas de comunicação
num ambiente que depende de um passar a informação para
o outro sucessivamente até chegar num destino. Pode-se fazer crítica
a alguma hierarquia numa empresa, por exemplo, dizendo que a ordem do
chefe passou como um "telefone sem fio" até chegar ao último
empregado que a executou de forma totalmente diferente.
Cabra-cega
A cabra-cega é um jogo recreativo (uma brincadeira, no Brasil)
em que um dos participantes, de olhos vendados, procura adivinhar e agarrar
os outros. Aquele que for agarrado, passará a ficar com os olhos
vendados. Hoje em dia é um jogo infantil, mas na Idade Média
foi um passatempo palaciano.
Neste jogo não há um número certo de jogadores e
o material necessário é apenas uma venda para tapar os
olhos da pessoa que faz de cabra-cega.
O jogo começa com os jogadores a fazer uma roda há volta
da cabra-cega que está de joelhos e, claro, de olhos tapados,
entretanto começam a falar dizendo este discurso:
- "Cabra-cega, donde vens?"
- "Venho da serra."
- "O que me trazes?"
- "Trago bolinhos de canela."
- "Dá-me um!"
- "Não dou."
Depois, começam todos a dizer "Gulosa, gulosa, gulosa,…" e
a fugir, até que ela, ao apanhar alguém, terá de
adivinhar quem é. Se assim for, essa pessoa passa a ser a cabra-cega.
Antes de começar a apanhar, dá três voltas sobre
si mesma, enquanto fogem os jogadores cantando:
"
Cabra-cega! Cabra-cega! Tudo ri, mãos no ar, a apalpar, tactear,por
aqui, por ali. Tudo ri! Cabra-cega! Cabra-cega! Mãos no ar, apalpando,
tacteando, por aqui, por ali, agarrando o ar! Tudo ri…"
Se a cabra-cega sair do local, poderá ser avisada pelos jogadores
da seguinte forma :
- "Cabra-cega o que perdeste?"
- "Fina ou grossa?"
- "Fina" ou "Grossa"
- "Então anda achá-la."
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Amarelinha

É conhecida por diversos nomes:
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Em Portugal há outras variações: jogo da macaca, jogar
ou saltar à macaca (no norte), e ainda jogo-do-homem e pé-coxinho.
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Em Moçambique chama-se avião ou neca.
• No Rio de Janeiro (Brasil) pode ser ainda academia ou cademia e marelinha.
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Na Bahia e no Pará, (Brasil), diz-se pular macaco ou macaca, semelhante
a Portugal.
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Em Minas Gerais (Brasil) é maré.
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No Rio Grande do Norte (Brasil) é avião, como em Moçambique.
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No Rio Grande do Sul (Brasil) é sapata.
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Na Espanha a brincadeira é chamada: cuadrillo, infernáculo,
reina mora ou pata coja.
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No Chile e no Peru é a rayuela.
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Na Colômbia é chamada coroza ou golosa.
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Nos Estados Unidos é hopscotch.
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Na França, por fim, é marelle, denominação que
deu origem a amarelinha, marelinha e maré no Brasil.
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Na Galiza o jogo tem vários nomes: a chapa, truco, mariola, peletre,
cotelo, macaca, estrícula, entre outros.
Ainda que hoje a sua prática
esteja muito reduzida, tempos atrás jogou-se em mais de 40 desenhos
diferentes.
Uma das versões do riscado da Amarelinha
O jogo consiste em pular sobre um desenho riscado com giz no chão,
que também pode ter inúmeras variações. Em uma
delas, exemplificada na figura ao lado, o desenho apresenta quadrados ou
retângulos numerados de 1 a 10 e no topo o céu, em formato oval.
Tira-se na sorte quem vai começar. Cada jogador, então, joga
uma pedrinha, inicialmente na casa de número 1, devendo acertá-la
em seus limites. Em seguida pula, em um pé só nas casas isoladas
e com os dois nas casas duplas, evitando a que contém a pedrinha.
Chegando ao céu, pisa com os dois pés e retorna pulando da
mesma forma até as casas 2-3, de onde o jogador precisa apanhar a
pedrinha do chão, sem perder o equilíbrio, e pular de volta
ao ponto de partida. Não cometendo erros, joga a pedrinha na casa
2 e sucessivas, repetindo todo processo.
Se perder o equilíbrio, colocando a mão no chão ou pisando
fora dos limites das casas, o jogador passa a vez para o próximo,
retornando a jogar do ponto em que errou ao chegar a sua vez novamente.
Ganha o jogo quem primeiro alcançar o céu.
Em uma outra versão, mais complexa, o jogo não termina aí.
Quem consegue chegar ao céu vira de costas e atira a pedrinha de lá.
A casa onde ela cair passa a ser sua e lá é escrito o seu nome
(caso não acerte nenhuma, passa a vez ao próximo jogador).
Nestas casas com "proprietário", nenhum outro jogador pode
pisar, apenas o dono, que pode pisar inclusive com os dois pés.
Nesta versão, ganha o jogo quem conseguir ser dono da maioria das
casas.
MAIS
CULTURA POPULAR
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Amarelinha
vem do francês marelle, que por adaptação popular
ganhou a associação com amarelo e o sufixo diminutivo.
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