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Tororó do Rojão
Irreverência,
bom humor, talento e algumas vezes, mal criação, são
qualidades que poucos reúnem
tão bem quanto Manoel Apolinário da Silva, 68 anos de idade,
mecânico aposentado da Petrobrás, mais conhecido e carinhosamente chamado
por Tororó do Rojão. Homem de personalidade forte
que nunca se casou e que tem três filhos e seis netos.
Tororó é um dos maiores forrozeiros autênticos do
Brasil.
Faz de seu momento no palco a maior de suas diversões e ao esmo tempo
a maior de suas responsabilidades.
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Em
1993, durante uma apresentação especial dedicada aos
músicos
da Orquestra de Câmara de Moscou, ganhou uma denominação
dos russos: Chaplin do Forró.
Tororó, segundo ele próprio, canta há mais de trinta
anos. O primeiro compacto gravou no final dos anos 60. Gravou com Osvaldinho
(Segura
Menino) e Nelson do Acordeón. Em 2000 lançou o seu primeiro
CD "O
Povo Não Quis Acreditar", otalizando quatro trabalhos gravados.
O disco anterior Segura Menino, foi lançado há 20 anos antes,
em 1981, e a música título ainda é tocada até hoje
nas rádios. .JPG)
Tororó do Rojão começou sua carreira no programa de Odete
Pacheco, na antiga Rádio Difusora, quando situada onde hoje é o
prédio da Secretaria de Estado da Cultura, na Rua Pedro Monteiro, no centro
de Maceió. "Foi nessa época que um camarada começou
a me apresentar como Tororó do Rojão e o pessoal começou
a me chamar de Tororó... eu não gostei, mas aí pegou e o
Lautenay, empresário, me registrou assim. Há pouco, descobri que
Tororó é um bairro de Salvador que tem um rio forte que passa por
lá”, esclaresce.
Natural do povoado de Bateria, em Matriz do Camaragibe (AL), veio pra
Maceió com
10 anos de idade: Quando uma senhora (Dona Nadir Pantaleão) o viu jogando
bola, lhe perguntou se não queria vir pra Maceió trabalhar na casa
dela. Sua mãe falou com ela e o jovem Manoel veio pra Maceió morar
na Rua Barão de Penedo, 298, centro, próximo a Praça Deodoro.
Daí, ele conheceu o “Rei do Baião”, Luiz Gonzaga, com
quem trabalhou e até tocou, gravando um disco.
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