ZOADA

 

 

 

Por Keyler Simões

Prefeito de Maceió fala demais ao rebater críticas de Vereadora, e expõe rabo-preso

Retirado do: Blog do Ticianeli

As declarações imprudentes do prefeito

A indignação é uma reação perigosa; leva qualquer um a perder as “estribeiras”, por isso, antes de extravasar minha repulsa, tive o cuidado de vasculhar o velho Aurélio para encontrar uma expressão atenuada sobre o que me levou a escrever esse texto. A que melhor serve é, sem dúvidas, impudência. Pois bem: o prefeito Cícero Almeida cometeu um ato de impudência em entrevista concedida ao repórter Davi Soares, da Gazeta de Alagoas de 27 de março de 2009. O chefe do executivo municipal anda irritado com a vereadora Tereza Nelma (PSB) porque ela vem cobrando insistentemente informações sobre os recursos e contratos estabelecidos entre a Prefeitura de Maceió e as Oscips (ONGs mais estruturadas), coisa que o prefeito, até agora, não demonstrou interesse em fazer. Como responde então Cícero Almeida às cobranças da parlamentar maceioense? Atacando. Para ele, entusiasta do futebol, a melhor defesa é um ataque, e largou o verbo com essa ameaça: “tem vereadora que vive a criticar a prefeitura por causa disso, quando ela não explicou que destinação deu a mais de duzentos mil reais em recursos para a Saúde. Se as coisas continuarem a ser tratadas desta forma, vamos pedir uma auditoria na Pestalozzi”. Percebam a impudência destas palavras e reflitam se não são merecedoras da nossa indignação. Se o prefeito sabe da “falta de explicação” sobre a utilização duzentos mil reais por parte da vereadora, também dirigente da entidade, não pode usar a auditoria como ameaça para calar a vereadora Tereza Nelma. É obrigação do prefeito fazer uma investigação sobre os recursos públicos destinados à Pestalozzi sem depender das cobranças ou não da vereadora. Isso não pode ficar condicionado a “se as coisas continuarem a ser tratadas desta forma”. É cumplicidade saber e não denunciar um crime.
Acredito que o prefeito, sem perceber, expôs o modus operandi nas relações políticas entre o poder executivo e o legislativo de Maceió. Agora a palavra fica com o Ministério Público, que tem a faca e o queijo para cobrar explicações ao Cícero Almeida e à Pestalozzi, afinal de contas são duzentos mil reais que podem estar fazendo falta em algum desses Postos de Saúde com funcionamento precário na periferia de Maceió.
Leia o deslize do Prefeito no site do Jornal Gazeta de Alagoas:
http://gazetaweb.globo.com/v2/gazetadealagoas/texto_completo.php?cod=144258&ass=16&data=2009-03-27

 

Porquê pago imposto?

Como sabemos, o Brasil é um dos países com a carga tributária mais pesada, no mundo. Por isso venho refletir:
Porquê pago impostos?
Na saúde, não posso contar com o serviço público, pois são todos tratados como animais, com descaso e filas. Tenho que pagar quase pelo menos R$ 500,00 em Planos de saúde, para mim e minha família.
Porque pago impostos?
Na segurança, não posso contar com a polícia para impedir crimes e nem para solucioná-los. Tenho que contratar uma empresa de segurança para cuidar da minha casa, da minha empresa e ainda tenho que pagar “dois real” a um flanelinha, para “ficar de olho” no meu carro a cada vez que saio de carro.
Porquê pago impostos?
Na educação, não posso contar com o ensino público, pois ele é deficiente ou vive refém de maus governos ou de eternas greves de profesores. Por isso tenho que pagar quase um salário mínimo para pagar a escolar particular de meu filho.
Porquê pago impostos?
Não posso levar meu filho para passear numa praça, porque ou está cheia de menores de rua ou tomada por acampamentos de sem-terra. Tenho que sair da cidade ou apelar aos shoppings centers.
Porquê pago impostos?
Não posso assistir programação de qualidade na TV aberta, porque, apesar das concessões de TVs abertas serem públicas, o nível dos programa é baixíssimo e ninguém faz nada a respeito. Tenho que pagar mais de R$ 100,00 por mês para uma TV por assinatura, para pelo menos ter algo “assistível” na TV.
Porquê pago impostos?
Se agora descubro que nem a doação para a Campanha Criança Esperança, eu posso fazer, porque o valor das doações entregue à UNICEF, a Rede Globo deduz do seu Imposto de Renda como “Doação” dela. Porque eu não posso deduzir a minha doação, porque Criança Esperança não é uma entidade, e nós meros mortais, doamos à campanha, e a Globo doa à entidade UNICEF. Ou seja, o dinheiro doado por nós é repassado ao Unicef, mas a Globo ganha muito!!! Porque ela deduz o valor das doações de seu IR.
Porquê pago impostos?
Se sou obrigado a pagar um imposto, como a CPMF, para tirar o meu dinheiro do banco.
Porquê pago impostos?
Se na minha profissão sou obrigado pelo governo a cobrar metade do valor do ingressos de eventos que organizo, dos estudantes, sem nenhum subsídio, como a câmara de compensação que existe para as empresas de ônibus, taxistas etc... além de ter que recolher os referidos impostos sem abatimento, mesmo que eu não use espaço público e nem use dinheiro público em nada.
Porquê pago impostos?
Porque moro no Brasil. Onde qualquer um, sem instrução, capacidade administrativa e competência pode disputar uma eleição e ser eleito, inclusive para Prefeito, Governador e até Presidente! Onde vereadores deputados e senadores legislam em causa própria. Onde o Judiciário trata nosso dinheiro como capim, porque os juízes, promotores, desembargadores e demais autoridades têm a conivência da Lei para isso. Onde um menor de 16 anos pode votar, decidindo o futuro de milhões de pessoas, mas não pode ser responsabilizado quando comete crime de morte. Onde um bandido, traficante e assassino, é tratado como estrela ao “passear” pelo Brasil sob a guarda, daqueles que deveriam ser a elite da polícia brasileira, a Polícia Federal e com o dinheiro público. Onde um trabalhador tem que se submeter a trabalhar oito horas por dia de segunda a sexta, para ganhar um salário de R$ 350,00 e um preso condenado pela justiça custa aos cofres públicos mais de R$ 1.000,00 por mês, comendo, bebendo e vivendo de graça, para ficar sem trabalhar, só pensando e fazendo mais barbaridades do que fez quando de sua primeira condenação. Onde a pobreza e a miséria ainda existem. Onde balas perdidas trocadas entre polícia e bandidos sempre acham algum inocente para se alojar. Onde o deficiente físico tem que ir com sua cadeira de rodas para a rua, porque as calçadas não são padronizadas. Onde policiais espancam e não são presos e onde policiais atiram em bandidos e são presos por isso. Onde empresas aéreas e Governo desrespeitam os consumidores e nada acontece.
Num país onde cultura ainda é confundido com entretenimento e é tratada como supérfulo.
Certa vez o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse: “O nome é imposto, porque é obrigatório... somos obrigados a isso, se não pagássemos.. o país não se desenvolveria” Aí pergunto: Com tanto imposto que pagamos, por que o Brasil ainda não se desenvolveu?
Postado em 07/03/07

 

 

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Clima de pelegagem na cultura de Maceió

Chegamos no quarto mês da nova gestão da Fundação Municipal de Ação Cultural, que hoje está sob o comando de Eduardo Bomfim, e até agora sequer uma palavra foi mencionada sobre a implantação do PROMAC, Programa Municipal de Apoio à Cultura, que inclui a Lei Municipal. Para quem não sabe ou não lembra, desde agosto passado que a Lei está completamente regularizada e aprovada por todos os órgãos municipais ligados ao tema, direta ou indiretamente, só que a nova gestão da FMAC não toca no assunto. Por isso fica a pergunta: Cadê a Lei de Incentivo à Cultura de Maceió? Parece que mais uma vez o meio cultural de Maceió foi passado para trás, e dessa vez qual deve ser a desculpa? A Crise!!!! Tudo bem, mas quem está no comando da FMAC tem que defender os interesses do setor, pois mesmo com crise, a cultura precisa de investimento, principalmente, mas se tivermos pessoas compactuadas com outros interesses que não o da cultura, na gestão municipal, seremos sempre enganados, mais uma vez. Mas quem é que vai arriscar perder um salário de R$ 17 mil, mensais? Tem gente comendo na mão da prefeitura, muito bem.

 

Bandidos proíbem acesso da imprensa à sessão da Assembléia

Na tarde desta terça, dia 17 de março, após uma semana de trabalhos supensos, a Mesa Diretora da Assembléia Legislativa de Alagoas proibiu que cinegrafistas e fotógrafos fizessem a cobertura da referida sessão. A explicação era de manter a ordem. Ora, quem são esses canalhas para proibirem a imprensa de trabalhar, se deixam que comparsas seus discursem livremente no plenário, sem nenhuma objeção? Temos que dá um basta! A ALE está mais uma vez demoralizando o povo alagoano. Lugar de bandido é na cadeia... não na Assembléia.
Cadeia neles!!!!

VERGONHA CULTURAL

OI Futuro anuncia selecionados em edital
e prova que omitiu informações

A Oi Futuro, instituição ligada à OI Telefonia e que instituiu o Programa Oi de Patrocínios Culturais, anunciou nesta segunda, dia 02 de março, a relação de projetos selecionados e só então revelou que os projetos só foram selecionados provenientes de cidades e estados que possuíssem leis de incentivo à cultura, como está em seu site: “Apresentamos, a seguir, a lista de projetos selecionados para patrocínio da Oi em 2009. A efetivaçao do patrocínio está condicionada à aprovação dos projetos nas leis estaduais ou municipais de incentivo à Cultura.” Ora, a informação inicial do edital falava em leis de incentivo. A Lei Rouanet é uma lei de incentivo e é federal, ou seja, projetos de Alagoas poderiam concorrer e até ganhar pois Alagoas ainda pertence à União Federativa do Brasil, mas não foi isso que se revelou. A Oi divulgou o resultado dos selecionados de 2009 condicionando ao fato dos projetos serem inscritos e aprovados em leis de incentivo municipais e/ou estaduais, demonstrando má fé. Enviamos e-mail para a Oi, mas não obtivemos retorno, pois os e-mails enviados retornam como se a caixa postal estivesse cheia.

Ou seja, novamente nenhum projeto de Maceió e Alagoas foi aprovado porque além de tudo não possuem leis de incentivo. Vale lembrar que o Governo do Estado de Alagoas deve ser o maior cliente da OI, no estado. E fica claro a falta com a verdade por parte desta empresa.

Segundo a empresa, este ano, a Oi vai investir cerca de R$ 29,2 milhões na cultura brasileira, através de leis de incentivo estaduais e municipais. O Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados 2009 contemplará um total de 132 projetos nos estados do Rio de Janeiro, Ceará, Bahia, Minas Gerais, Pará, Piauí, Paraíba, Rio Grande do Norte e São Paulo.

 

 



 

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